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sexta-feira, 9 de junho de 2017

Povos indígenas tem acesso à água garantido com construção de cisternas

Povos indígenas sendo beneficiados.
Há tempos o lazer de nadar no açude dava lugar à obrigação de captar água para o consumo na Aldeia Cajueiro Real, em Jenipapo dos Vieiras. O cacique Slivestre Guajajara conta, sem nenhuma saudade, que antes todos tinham que carregar cerca de 20 litros nos ombros para abastecer as ocas.

O Governo do Estado vem ampliando as linhas de acesso à água a povos antes desvalorizados e esquecidos como os índios. Agora famílias indígenas como a do cacique Slivestre Guajajara, podem contar com o Programa Cisternas 2ª Água, desenvolvido no Maranhão pelo Sistema da Agricultura Familiar, a partir do convênio com o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA).

Além da construção de cisternas que têm capacidade de armazenamento de 25 mil litros, serão construídos arranjos produtivos, como galinheiros, pocilgas, hortas à escolha do produtor indígena, que vai auxiliar ainda mais na renda familiar.  O galpão de 40 m² é construído com madeira de reflorestamento – geralmente eucalipto certificada, e telhas sem amianto.

Ao todo serão construídas 170 cisternas beneficiando mais de 100 famílias indígenas, um investimento de mais de R$ 1,5 mi dando oportunidade para que os índios possam captar e armazenar água das chuvas e assim, além de consumirem a água, utilizá-la também para a produção agrícola no período da estiagem.

Até agora, estão em fase de finalização 17 cisternas na Aldeia Cajueiro Real, 6 na Aldeia Cana Brava II e mais 13 na Aldeia Cocalinho. Outras 6 cisternas começarão a ser construídas na Aldeia Cacimba Velha na próxima semana.

Povos indígenas sendo beneficiados.
"Agora a vida por aqui vai ser outra, finalmente estamos sendo vistos.  Agora não vamos ter aquele trabalho de carregar água e nem vamos deixar de produzir quando faltar água vinda do céu”, contente enfatizou o cacique Slivestre Guajajara.

Para o gestor da pasta de Agricultura Familiar do Estado, Adelmo Soares, os povos indígenas são parte integrante do Maranhão e por isso merecem ser vistos e atendidos. “Esse é um programa federal já atendia todo o país, mas ainda não havia chegado ao Maranhão. No passado, o montante de R$ 40 milhões, destinado a esse projeto foi devolvido em decorrência da falta de ajustamento entre o pleito e a realidade existente no Maranhão. A equipe da SAF uniu esforços para trazer o Programa ao Estado com o intuito de oferecer dignidade e qualidade de vida ao nosso agricultor familiar”, afirmou o secretário de Estado da Agricultura Familiar, Adelmo Soares.

Com investimentos de R$ 40 milhões, o programa no Maranhão vai beneficiar 4.067 famílias com essa tecnologia social de acesso à água para produção de alimentos. Dos 16 municípios que serão beneficiados com o Programa Cisternas – Segunda Água, oito estão inseridos no Plano de Ações ‘Mais IDH. Serão beneficiados: Jenipapo dos Vieiras, Itaipava do Grajaú, Marajá do Sena, Belágua, Santana do Maranhão, São Benedito do Rio Preto, Humberto de Campos, Primeira Cruz, Santo Amaro do Maranhão, Paulino Neves, Amarante do Maranhão, Arame, Buriticupu, Nina Rodrigues, Presidente Vargas e Cachoeira Grande.

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